Por onde anda Dilma Rousseff após o impeachment

Apesar de toda a melancolia envolvendo o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff ela está bem. Ou pelo menos busca aparentar isto em suas aparições públicas e nas redes sociais.

Após um tempo muito curto em recolhimento, Dilma foi motivada pelo Partido dos Trabalhadores a não ficar ausente, ou então as teses envolvendo sua saída se fortaleceriam. Com base nisto ela passou a viajar para diversos países pregando a teoria de que sua saída teria sido fruto de um golpe e que Lula pode ser impedido de se candidatar em 2018.

Alemanha, Argentina, Cuba, Espanha, Estados Unidos, Itália, Portugal e Suíça foram alguns dos lugares por onde passou a petista, palestrando para universitários e reforçando a mensagem para a imprensa internacional, o que poderá ajudar na pressão sobre o Brasil caso Lula não possa se candidatar.

Nas redes sociais, onde Rousseff conta com mais de 3 milhões de curtidas no Facebook por exemplo, ela também atua como um canal para reforçar o discurso do PT. Em alguns casos aquilo que Lula não pode dizer,  Dilma propaga. Nessa peregrinação a ex-presidente já se deparou com perguntas nada favoráveis, como as da entrevista para a Al Jazeera, do Catar, pelo jornalista Mehdi Hasan que questionou se ela era cúmplice da corrupção na Petrobras ou incompetente para permitir os desvios bilionários. A entrevista foi ocultada em sua rede.

Como ex-presidente Dilma tem direito a quatro seguranças e dois carros oficiais com motorista cada um, somando R$ 28,7 mil reais por mês. Além destes ainda tem direito a dois assessores especiais com salário de R$ 11.852,93 mensal para cada um.