10 Out 2017

Equipes de auxílio da ONU - Organização das Nações Unidas - foram obrigadas a abandonar dois distritos do país africano Malawi após cinco pessoas serem mortas sob acusações de serem vampiros.

As equipes que trabalham nos distritos de Phalombe e Mulanje foram realocadas para a segurança de seus funcionários. Algumas ONGs que atuavam nas regiões também interromperam suas atividades, que devem ser retomadas após a situação de pânico ser controlada.

De acordo com o relatório da ONU, os rumores de vampiros parecem ter se originado no país vizinho, Moçambique, mas ainda não é claro o que fez com que chegasse a um nível tão extremo. De acordo com o porta-voz da polícia local, James Kadadzera, ninguém prestou queixa à polícia sobre ataques realizados por vampiros.

O presidente do país, Peter Mutharika, disse que os relatos de linchamentos são perturbadores. O governo também informou que a normalização da situação está sendo uma de suas principais preocupações.

Em 2003, uma situação semelhante havia acontecido e um jornalista havia sido preso por transmitir uma entrevista com o sobrevivente do ataque de um vampiro. Ele foi acusado de transmitir informações falsas que poderiam causar pânico na população, mas foi liberado pouco tempo depois. Naquele mesmo ano, um homem havia sido apedrejado até a morte após suspeitarem que ele seria um vampiro.

Malawi é um dos países mais pobres do mundo e muitas regiões ainda são bastante supersticiosas. Entre os problemas enfrentados pelo país estão o crescimento populacional, pressão em áreas de agricultura, corrupção e surtos de AIDS/HIV.

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