‘Brincadeira’ que matou adolescente já chegou no Amazonas

Um primo do garoto Gustavo Riveiros Detter, de 13 anos, que morreu após um desafio que consistia ficar sem respirar por um período de tempo, fez uma postagem em uma rede social para alertar outros jovens sobre o perigo dessa prática. Gustavo teria aceitado do desafio após perder um jogo online. O familiar, inclusive, admitiu ter participado de brincadeiras parecidas.

“Já fiz essas brincadeiras de mau gosto com vários amigos meus na rua. Com nossas próprias mãos apagávamos uns aos outros e voltávamos à realidade e por sorte, ressalto, muita sorte, nenhum de meus amigos morreram, ou tiveram sequelas. Venho aqui para dar um alerta para que não brinquem dessa forma”, escreveu.

Na sequência, o primo relata o sentimento da família após a morte do garoto, além de pedir que os jovens pensem nos parentes antes de participar de desafios como este. “A família inteira encontra-se em grande estado de choque. Pensem nas suas famílias e nas pessoas que fazem tudo por vocês. Por causa de uma idiotice como essa, vocês podem acabar com a sua vida e com a vida das pessoas que estão próximas a vocês”, finaliza.

 

O caso
Gustavo Riveiros Detter, de 13 anos, foi encontrado ainda vivo com uma corda pendurada no pescoço, na noite do sábado (15). Ele estava no quarto do pai dele, usando um computador, em contato com outros adolescentes por meio de uma câmera.

Marco Riveiros, tio de Gustavo, relatou à Polícia Civil em São Vicente que, após ter perdido uma partida de um jogo online, o garoto teria sido desafiado pelos outros jogadores a se enforcar.

O caso está sendo investigado pela polícia, que já constatou a existência do desafio. Todos os jovens que participavam do jogo com Gustavo serão convocados a prestar esclarecimentos.

 

No Amazonas

Vários registros de alunos tentando o “enforcamento de brincadeira” tem assustado pais e educadores. Pela pressão do grupo, principalmente os adolescentes, se veem movidos a “apagar” também, ainda que isto possa causar sequelas ou até mesmo a morte, como o caso acima.

Neste caso, o alerta para todos da família é fundamental para evitar tragédias como a do caso de Gustavo.